A saudade também foge
Um som, uma palavra, um olhar
Acorda o que te vai na alma
É como um barco cheio de gente a chegar ao porto
Todos se abeiram da saída
Cada um a carregar uma história
Há olhares fugazes
Outros, sonhadores
Há quem olhe e nada vê
Há quem não quer ser visto
E, pé ante pé, caminha
Desce até tocar o solo firme
Ainda sentindo a ondulação
Que em si ficou gravada
Tal dor fantasma que se esvaece
E é assim a saudade
Chega ao porto do teu peito
E vai regando o teu ser
Que mergulha nas cores
que um dia viu, sentiu e viveu
E revive
Deixando-se ficar enquanto dura
Até que do teu peito
A memória se esvai
E a saudade foge.
Manuela Vieira

Manuela Vieira

Escritora, poeta e contadora de histórias.
Adoro voar com as palavras!


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