Poesia

A saudade também foge

Um som, uma palavra, um olhar

Acorda o que te vai na alma

É como um barco cheio de gente a chegar ao porto

Todos se abeiram da saída

Cada um a carregar uma história

Há olhares fugazes

Outros, sonhadores

Há quem olhe e nada vê

Há quem não quer ser visto

E, pé ante pé, caminha

Desce até tocar o solo firme

Ainda sentindo a ondulação

Que em si ficou gravada

Tal dor fantasma que se esvaece

E é assim a saudade

Chega ao porto do teu peito

E vai regando o teu ser

Que mergulha nas cores

que um dia viu, sentiu e viveu

E revive

Deixando-se ficar enquanto dura

Até que do teu peito

A memória se esvai

E a saudade foge.

Manuela Vieira

Manuela Vieira

Escritora, poeta e contadora de histórias.

Adoro voar com as palavras!

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